Porcelana Ming encontrada no porão de um Junco Chinês !

Propriedade particular

Fino copo de vinho em  porcelana Ming decorada com Gruas em pleno voo, aves que habitam a Ásia ocidental.



Escrito por Ricardo Moura às 06:14:38 PM
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A maravilha das profundezas !

O amigo leitor que aprecia a arte como eu deve estar imaginando quem poderia ter idealizado tamanha perfeição de formas e de desenhos numa peça tão magnífica e além do mais sabendo que toda esta beleza permaneceu durante quase 500 anos nas profundezas do mar da china bem no meio da rota da seda. Pelo menos posso sonhar com todas as possibilidades, posso conversar com o artista que não vive mais entre nós, posso indefinidamente continuar mirando a sua incrível criação. Esta peça da Dinastia Ming, que significa Brilhante, ultrapassa toda e qualquer inspiração terrestre, seria como atribuir tal façanha a um Deus que consumiu todos os encantos para esta contemplação final, numa época onde as mãos humanas se encarregavam apenas da preparação da pasta, da modelagem e das pinturas.

Peça de propriedade particular

O amigo do Inverno:
Estas plantas de Bambu, significam perseverança. O Bambu derramando suas folhas no inverno anuncia a chegada da primavera.

 



Escrito por Ricardo Moura às 04:56:07 PM
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Uma grande inspiração para ter me tornado radialista



Escrito por Ricardo Moura às 01:05:36 PM
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A confraternização da turma do Marista de 1977 !

Wellington, aprendi a escrever este nome logo na infância, achava tão complicado que martelei a mente até decorar letra por letra, hoje tiro de letra. Foi ele mesmo quem me enviou uma mensagem lembrando da confraternização de fim de ano no Amadeus de Boa Viagem que pertence ao Dodoca. Achei incoveniente participar pois já havia combinado com a patroa anteriormente para outra festa de fim de ano, sabe como é...manda quem pode e na verdade eu ainda zelo pela consciência dos fatos e continuo com o juízo em perfeitas condições. Claro que fiquei imaginando aqueles álbuns com fotos do final da década de sessenta cheios de uma inocência típica daquela época.Grande amigo Wellington ! as desculpas são necessárias mas além de tudo sei que me perdoarás.



Escrito por Ricardo Moura às 05:26:15 PM
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A festa da Prefeitura !

Participei como convidado da gerente do posto de saúde Fernandes Figueira da confraternização de final de ano dos funcionários do distrito cinco no bairro de Afogados onde conheci dezenas de pessoas que superlotaram uma área destinada a recreações bem na beira da maré, bem no começo da subida da ponte que liga o bairro à paralela da imbiribeira. Elione Ricardo Justino de França é o nome da anfitriã que por mais que demorasse observando o entusiasmo de todos com as diversas músicas que mesclavam as décadas como ondas que "iam e vinham" passando por Bee Gees e indo parar nestas modinhas que mais parecem criadas para atanazar os bons ouvidos, se bem que àquela autura nem ouvido e nem nariz existiam mais, ela deixava transparecer toda a alegria que sentia por estar alí, naquela contemplação absoluta das cores, aromas e das pessoas que dançavam, pulavam e riam de tudo, alguns já com etanol à flor da pele exalando descontrole no palavreado e pronunciar inconsistente das palávras. Gostei do convite, mesmo tendo comido pouco pois dizem que em festa de pobre se come muito, fui com toda vontade, mas a breve decepção se transformou logo em admiração por aquelas pessoas que zoavam da vida o tempo todo. Como sempre os ambientes se parecem, ainda existem festas onde a concentração de graduados fica restrita a um núcleo distante como querendo que as conversas proferidas não pudessem ser compartilhadas ou o nível da eloquência fosse conflitar com outras pobres almas que circulavam ao redor, lembou-me muito bem das usinas que trabalhei onde o filão, a massa concentrada, nunca pudesse se misturar com a ralé. Fora isso, gostei bastante por ter ido.



Escrito por Ricardo Moura às 04:35:40 PM
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2011 !

Não poderia o ano terminar sem esta página interativa procurar aproximar tantas pessoas que acessaram alguns comentários que lançamos para o mundo em 2011. Queremos amar ainda mais, revestir estas idéias com novas esperanças e revigorar a imensa paixão que sentimos por tudo que possa trazer boas emoções.Vamos gritar, sorrir e encher o ambiente em que vivemos com aquele aroma que exala dos nossos corações.Revolucione o planeta em 2012.............................................!



Escrito por Ricardo Moura às 08:05:06 PM
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Após cinquenta e dois anos !

Um negro de boné branco apareceu em frente da casa da minha mãe e começou a falar que conhecia a nossa família de longas datas, olhou para mim que ainda se encontrava um pouco afastado da conversa e soletrou meu nome com tamanha intimidade que me favoreceu a oportunidade de perguntar seu nome, procurando desta forma estreitar o mais rapidamente aquela conversa que começou quase sem jeito. Gersino, foi o nome pronunciado por ele, imediatamente as lembranças vieram à tona e pude ver na minha frente as histórias passadas a mais de cinquenta anos quando meu pai resolveu deixar sua terra natal e tentar uma vida nova no Recife. Foi uma grata satisfação aquele encontro após tanto tempo, lógicamente a figura dele é completamente outra mas denuncia ainda um ar de sinismo desinteressado e ligeira intimidade alheia que acompanha determinadas personalidades do nosso cotidiano e que de certa forma sabemos entender.



Escrito por Ricardo Moura às 04:06:00 PM
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De Limoeiro para Miami !

Pensando com meus botões neste fim de semana lembrei de pessoas que conheço em Limoeiro que nunca botaram o pé em Recife, distante uns setenta quilômetros. Conhecem apenas alguns palmos de terra onde criam cabras e galinhas. Estes raros seres humanos são educados, respeitadores e honrados com suas obrigações na sociedade onde vivem. Comecei a comentar este assunto por conta de um convite que recebi de um amigo que hoje mora nos States para passar uns quinze dias em sua casa na Flórida, pensei logo no seriado Lassie exibido no Brasil nos anos 60 onde toda trama das aventuras se passava neste estado americano. Olha que nunca cruzei a linha de qualquer fronteira internacional onde revelo que São Paulo foi o ponto mais longínquo da terra que pude observar aguçadamente com aquela ansiedade que tem todo explorador que vislumbra uma paisagem pela primeira vez na vida.



Escrito por Ricardo Moura às 03:41:25 PM
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Todos por um, um por todos !

Esta é a verdadeira frase tão conhecida dos mosqueteiros do Rei Luiz XIII na França do Século XVII. Infelizmente citada de forma inexata, as pessoas que não conhecem os pormenores da estória contada por Dumas nunca conseguirão entender que a réplica verdadeira é outra e não a comumente usada no mundo todo.



Escrito por Ricardo Moura às 05:27:16 PM
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Relato sobre Zé Rosquinha !

Zé Rosquinha é um nome invulgar que desde criança soou para mim como entonação bem peculiar daquelas crianças traquinas que usam estes artifícios populares para zombar de alguém que participa do convívio carinhoso em algum recanto deste mundo de Deus. Seu Baxa era esta criança que colocava apelido nas pessoas que ele gostava, uma criança que já era avô e mais tarde Bisa com o surgimento do meu sobrinho José Ricardo. Mas o Zé Rosquinha era um outro José Ricardo, filho de Clarice e xodó de Dona Adelaide que o chamava ternamente de Rosca. Esta personalidade resolveu um dia trilhar pelo mesmo caminho de milhões de Nordestinos que decidiram descer mais ainda no hemisfério sul e se alojarem num lugar chamado Rio de Janeiro, naquela época tinha a febre amarela que dizimava muitos destes bravos Brasileiros que tentavam colocar um acento agudo em suas vidas, e o velho Rosca sobreviveu a todas estas mazelas das metrópoles e hoje conta sua história de aventuras num lugar chamado Copacabana Beach que de belo somente os cartões postais que já naquele tempo iludiam os aventureiros, mas deve ter sido bom para ele ter ido para o Rio pois ficando em Ribeiro Fundo o máximo que poderia ter lucrado seria a penúria da pobreza e os lamentos de uma alma insatisfeita como muitas que conheco que não tiveram a coragem de lutar. Deixo este relato no meu Blog em homenagem a um personagem que participou das nossas vidas.



Escrito por Ricardo Moura às 05:36:09 PM
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Uma casa no meio do nada

Uma casa no meio do nada, projetada na fachada com duas janelas e uma porta de dois rolos. De um planeta enxerguei este lugar, rasgando a atmosfera nunca cheguei a criar raízes, indo morar em Recife com tres anos de adaptação ao ambiente hostil.

 



Escrito por Ricardo Moura às 08:10:51 PM
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Os três José Ricardo !

O José que nasceu no dia treze de abril, em vida foi o idealizador de um outro ser chamado José e após sua morte um terceiro apareceu para lhe render as homenagens devidas e perpetuar a sua memória, os dois José sobreviventes vivem hoje na cidade do Recife cada um envolvido com seus destinos não tão distintos procurando aperfeiçoar o modelo original que nasceu nos anos sessenta. Dos dois o mais velho ainda não conseguiu realizar o sonho do criador que sempre imaginou o melhor caminho para sua criatura, com relação ao mais novo dos José o nosso homenageado do dia treze nunca sonhara com a possibilidade dele existir, mas com toda certeza também desejaria o melhor para ele. Grandes diferenças poderemos perceber na construção das estruturas emocionais encarregadas de possibilitar alguns prazeres na vida de cada um deles. A cinqüenta e um anos atrás eu entendi que a existência nunca poderia ser alguma coisa que tivesse sido criada com consciência e dedicação, justamente pelos abismos que observamos em vontades tão diversas da razão humana. Em meio a tantas paixões familiares o Zezé resolveu ser completamente diferente de todos, nunca gostou de comer o pão que fosse mais escurinho, preferia o miolo mais alvo para poder sentir o sabor que tanto agradava seu paladar. Imagino que começou dessa forma a sua paixão pelas cores alvirrubras e como que seguindo o instinto o segundo José deu prosseguimento ao péssimo gosto da tradição anterior que pelo visto vai prosseguir indefinidamente. O terceiro foi bem mais para o lado racional e nunca interferiu na seqüência lógica das coisas continuando com a raça que sempre envolveu a paixão de uma família acostumada a chorar e a vibrar pelas cores mais escuras que nos remonta a formação de uma nação que possui uma razão para viver.

 



Escrito por Ricardo Moura às 03:41:06 PM
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O Ferreiro Julio Antonio

Julio Antonio era um ferreiro que fazia foices, estrovengas e machados, sua casa ficava a poucos metros do sítio do meu avô, lembro de estar constantemente observando a bigorna soprando as peças recem criadas, o metal ficava vermelho e aos poucos ia escurecendo até se transformar em escultura, uma arte tão rara não poderia perder força mas foi isso o que aconteceu, as metrópoles tiraram este brilho de Ribeiro Fundo, o encanto que vivia naquele pedaço de terra desapareceu e hoje contamos apenas a história com receio de macular a realidade que um dia existiu.



Escrito por Ricardo Moura às 09:22:52 PM
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Nunca chorei tanto

Arrependimento...Foi um dos sentimentos que veio à tona com a morte da minha avó Adelaide. Deveria ter dado mais atenção a uma pessoa que me amava tanto, eu sempre senti o seu amor presente em tudo, no seu jeito de falar comigo, do olhar com ternura e do beijo na minha testa com carinho. Eu vivia em Recife e ela nunca arredou o pé de Limoeiro, chorei muito quando recebi a notícia, no momento me encontrava em Campestre, Alagoas, trabalhando numa Usina de açúcar.Peguei o carro e viajei 270 quilometros chorando, a cada instante um soluço me engasgava e não conseguia controlar, não me lembro de ter chorado tanto na minha vida.



Escrito por Ricardo Moura às 08:42:47 PM
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O amor com suas doutrinas

Devo ter falado muito pouco sobre a minha irmã Christiane neste blog mas ao mesmo tempo reflito e chego a conclusão que das irmãs somente devemos revelar o nome e olhe lá. Na verdade trata-se de uma senhora com pouco mais de tantos anos e que imagino gostar de mim pois tudo leva a crer que sua formação jamais a desvincularia desse sentimento tão fraterno. É de fato um assunto delicado mas que devo relatar como parte da memória de uma família que tanto lutou para conseguir resgatar algum brilho que durante anos a fio foi encoberto com a severa doutrina montada no trabalho árduo e constante para conseguir galgar alguns árduos degraus. Criada de certa forma bem diferente dos padrões iniciais adotados pelo meu pai, ela obteve melhores tratos e viveu numa época onde as vacas já tinham formado alguma carne nos ossos e as idéias da civilização segundo meu avô Sebastião bastante reformuladas a partir dos anos 70 e foi justamente numa época como esta que veio ao mundo a menina que mudaria o coração duro de seu Severino que falava somente neste assunto em suas poucas e breves conversas, uma menina era coisa muito diferente numa família acostumada a conviver com um percentual bem maior de homens considerando tio, pai, meu irmão e eu. Lembro que ela sempre foi muito esperada e hoje depois de tanto tempo descubro que algo muito importante para mim é observa-la através da alma e em seu semblante tentar encontrar a felicidade que sempre via refletida em seus olhos e que de vez em quando sinto uma falta imensa. Eu necessito que essa minha outra parte volte a sorrir para conseguir encontrar a certeza de que existe muita força embutida no amor que sempre senti por ela.



Escrito por Ricardo Moura às 11:53:05 PM
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