As pedras que brilham no Recife antigo 
Escrito por Ricardo Moura às 09:17:22 AM
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Ruth, um pedaço da violeta. Desejaria que todas as pessoas do mundo tivessem acesso ao meu blog e pudessem ler este texto que dedico ao meu sucesso como gente, ou melhor, ao início do meu grande sucesso pois o caminhar é o que importa. Na verdade transportarei os meus internautas para uma dimensão que existiu no século passado localizada bem no centro do Recife, mais precisamente dentro do retângulo educacional ocupado pelo nosso Colégio Marista.Tento inicialmente desvincular o assunto mas comentaremos sim sobre outra perda inestimada. Todos os dias cantávamos o Hino Nacional seguido do Hino de Pernambuco para depois ficarmos sob a guarda de uma educadora que excedia todos os parâmetros existentes em eficiência e zelo incondicional.RUTH pode parecer uma mistura de consoantes mas era o nome que ecoava pelos cantos, pátios e salas de aula do colégio. Hoje eu entendo que por conta dela eu sou a pessoa que sou.Pessoas assim quando morrem, o mundo fica muito pior.
Escrito por Ricardo Moura às 04:30:50 PM
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A vida que nunca finda Quem acompanha meu blog deve estar pensando que resolvi transformar este veículo instantâneo em centro de homenagens póstumas a parentes e amigos queridos, pois recentemente outro assunto não consegue espaço por aqui e quando consegue, é descrito em tão poucas palávras que na maioria das vezes era melhor nem ter começado.Bem, esclareço ao meu atento leitor que a vida sempre nos coloca em situações tão incandescentes que nos vimos obrigados a parar tudo e pensar com os botões as razões de tantas intempestividades que ocorrem tão sucessivamente, que o jeito é continuar tocando a vida de forma que ela nos deixe viver mais alguns bocados.Falando na sequência de homenagens faço questão de relatar mais uma perda para uma família tão marcada por acontecimentos estes, trata-se de outra prima que se vai, Cinda era um nome que significava bem estar com tudo que existia ao seu redor e como já se encontrava agonizante a bastante tempo, posso considerar que foi um descanço provocado pela sensatez do universo que na verdade resolve intervir no destino e confrontar os altos conceitos em favor de uma harmonia geral. Fui ao seu sepultamento no cemitério de Santo Amaro em Recife e pude perceber as presenças e as ausências tão marcantes no último adeus. Eu tenho a vida como tudo, outros preferem dizer que a morte é o começo de tudo, mas a verdade mais verdadeira é que a lembrança vira fumaça com as gerações e apenas os grandes feitos, como o exemplo da derradeira gratidão a um ser, que se transforma na mais simples e honrosa forma de observar com a maior das considerações, uma triste e última viagem.Não adianta falar as palávras comuns nestas horas, prefiro imaginar que ela ainda permaneçe viva, apenas dobrou a esquina e não a enxergamos mais, como fala Fernando Pessoa em um poema.
Escrito por Ricardo Moura às 04:58:17 PM
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Meus sentimentos ! Somente hoje pude ver a mensagem de um grande amigo na minha caixa de entrada de e-mails, a idade vai passando e qualquer acontecimento que envolve amigos de infância projeta um filme do passado onde as recordações nos entorpecem de saudade. Foi o caso de Fernando, eu conheci seu grande mestre, fui na sua casa várias vezes e o Marista era a nossa sala de visitas ou melhor, era o segundo lar para todos nós. Nunca pedirei a você para que o tempo resolva lhe consolar, pelo contrário, desejo que o grande amor que existe nunca possa deixar o esquecimento dominar um sentimento que foi construído com tanto ardor. Meus sinceros sentimentos grande Dreka.
Escrito por Ricardo Moura às 09:35:32 PM
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Eliane, uma majestade na última hora ! Desde criança que escrevo alguma coisa, de um certo tempo para cá, não sei por que, comecei a fazer homenagens às pessoas que gosto, principalmente aos queridos integrantes do mundo que muito particularmente criei para mim. Estas pessoas são tão especiais, mas tão especiais que de uma certa forma estão sempre presentes numa determinada delimitação de área que somente o meu cérebro consegue administrar com organização, portanto são partes integrantes do meu corpo e consequentemente da minha vida. Recentemente fui mutilado pela inconsequência ou irreverência de uma natureza que não fornece condecorações e não premia pela capacidade de se praticar um serviço de humanidade, num mundo onde não se respeita nem mesmo a necessidade de querer amar no sentido mais puro da palavra. Falo muito respeitosamente de alguém que não mais existe, falo de alguém que foi muito injuriada pela vida e por tantos que a humilharam e subjulgaram a sua qualidade de ser humana, para com isso conquistarem fartos proveitos ao meu ver indecentes e mesquinhos. Acompanhei sua bela trajetória desde a infância, passando pela paixão vivida com meu irmão que também já faleceu, até se enveredar no martírio da vida que carregou até o seu final, na madrugada do último domingo dia 18 de março, faltando poucos dias para completar 53 anos de idade. Aqui não relatarei alguns pormenores sem relevância a exemplo de frases que tentam enaltecer o autor, quando as vezes ele mesmo resolve interferir nos fatos vividos, colocando distorções e inverdades que passam a ser comentadas e conseguem se transformar em polêmica numa biografia que não encontra nenhuma contestação. Pois é meu caro leitor, eu tenho certeza absoluta que a alma desta mulher não necessitará de aprendizado para se enaltecer, não precisará de protocolo para se identificar nos caminhos que percorrerá daqui para frente, ela agora é imortal e deve ser reverenciada em todas as nossas orações e com certeza eu a santificarei nos meus momentos de aflição e a solicitarei ajuda para os meus infortúnios. Chorar incessantemente pela falta de alguém não significa amar, mas com certeza aquele chorar baixinho na solidão com soluços entrecortados que tiram a respiração é bem mais cativante e demonstra maior zelo pelo seu próprio espírito, escrevo dessa forma porque tenho convicção do que estou dizendo, pois a minha querida prima possuia tanta nobreza que nem os chiliques e nem os suspiros alterados que incendiaram o ambiente do seu último adeus, conseguiram interferir na magnitude da sua majestosa serenidade naquele simples ataúde de madeira adquirido às pressas com poucas flores no início do velório, mas depois, exalando suntuosidade na última hora.(continua)
Escrito por Ricardo Moura às 03:19:59 PM
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Eliane, uma prima com adjetivos na alma ! 
Passava de uma hora da madrugada quando o telefone tocou, seria um trote àquela hora ? - ou simplesmente a grotesca forma que o acaso tem de mudar as programações que parecem intocáveis. Pois foi este acaso que resolveu apreciar de longe a súbita morte de uma criatura que tantos sonhos sonhou, muitos sofrimentos abraçou, como presa necessária para poder guardar as suas emoções na vitrine mais constante da sua vida, que era o imenso prazer em ajudar, por isso ela era extremamente feliz. Pessoas assim são raras e justamente são estas que a natureza agride e sufoca até as últimas entranhas. Eliane é o nome dela, sempre a sorrir, mesmo agora, mesmo agora....
Escrito por Ricardo Moura às 07:49:09 PM
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CHINESE PORCELAIN MING 
Escrito por Ricardo Moura às 08:36:44 PM
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Porcelana Ming 2 Quando toquei pela primeira vez numa porcelana Ming com quinhentos anos, mergulhada a cinquenta metros de profundidade em um mar revolto do sul da China, consegui obter uma importante mensagem daquele artista que vivia no Império Chinês, numa cidade com trezentos mil habitantes, numa época onde a vida possuia ainda uma enorme influência mística . O que pensou ele quando olhou para esta mesma peça que hoje observo com tanta admiração ? - não sei se imaginou naquele momento de criação que a eternidade seria a consagração de tão bela obra de arte. Pensando desta forma eu consigo imaginar e criar sua fisionomia, seu modo de pensar e o como ele se emocionaria ao saber que depois de tanto tempo ainda influenciava e ocasionava emoção em alguém.Hoje posso dizer que de alguma forma continuo prolongando a sua existência aqui na terra, um bom artista retrata o seu tempo e a porcelana foi uma grande criação.
Escrito por Ricardo Moura às 10:42:58 PM
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Porcelana Ming ! Propriedade particular 
Prato de porcelana Dinastia Ming, manufaturado no final do século XVI
Escrito por Ricardo Moura às 05:41:26 PM
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Bafo bafo ! Comprar pacotes de figurinhas e sonhar com a possibilidade de conseguir a mais difícil do álbum inteiro, tentar não aumentar o estoque de duplicatas, convidar os amigos para jogar bafo bafo onde cada mão se transformava numa palmatória de madeira com a rigidez dos nervos que esquentavam na ânsia da conquista. Lembrar de tudo isso significa dizer que ainda tenho impregnada na mente aquela fase que todos costumam chamar de infantil, mais como era bom andar com os bolsos estufados... e de uma forma indelével da memória que a gente nunca esquece, tentar alguma manobra para impor maior vácuo na concha que a mão fazia nas horas que era arremessada contra a mesa ou simplesmente um pedaço de calçada ou um muro largo que possibilitasse a envergadura. Como sempre fui comprido, os membros superiores usados na artimanha acompanhavam a anatomia geral.
Escrito por Ricardo Moura às 09:32:54 PM
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Porcelana Ming encontrada no porão de um Junco Chinês ! Propriedade particular 
Fino copo de vinho em porcelana Ming decorada com Gruas em pleno voo, aves que habitam a Ásia ocidental.
Escrito por Ricardo Moura às 06:14:38 PM
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A maravilha das profundezas ! O amigo leitor que aprecia a arte como eu deve estar imaginando quem poderia ter idealizado tamanha perfeição de formas e de desenhos numa peça tão magnífica e além do mais sabendo que toda esta beleza permaneceu durante quase 500 anos nas profundezas do mar da china bem no meio da rota da seda. Pelo menos posso sonhar com todas as possibilidades, posso conversar com o artista que não vive mais entre nós, posso indefinidamente continuar mirando a sua incrível criação. Esta peça da Dinastia Ming, que significa Brilhante, ultrapassa toda e qualquer inspiração terrestre, seria como atribuir tal façanha a um Deus que consumiu todos os encantos para esta contemplação final, numa época onde as mãos humanas se encarregavam apenas da preparação da pasta, da modelagem e das pinturas. Peça de propriedade particular 
Os tres amigos do inverno ! Estas plantas estampadas no corpo da tigela; O Bambu, o Pinus e a ameixeira possuem um significado de perseverança para o povo Chinês. Nem o Bambu e nem o Pinus deixam cair suas folhas durante o período chuvoso e o aparecimento das flores da ameixeira no final do inverno prenuncia a chegada da primavera.
Escrito por Ricardo Moura às 04:56:07 PM
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Uma grande inspiração para ter me tornado radialista 
Escrito por Ricardo Moura às 01:05:36 PM
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A confraternização da turma do Marista de 1977 ! Wellington, aprendi a escrever este nome logo na infância, achava tão complicado que martelei a mente até decorar letra por letra, hoje tiro de letra. Foi ele mesmo quem me enviou uma mensagem lembrando da confraternização de fim de ano no Amadeus de Boa Viagem que pertence ao Dodoca. Achei incoveniente participar pois já havia combinado com a patroa anteriormente para outra festa de fim de ano, sabe como é...manda quem pode e na verdade eu ainda zelo pela consciência dos fatos e continuo com o juízo em perfeitas condições. Claro que fiquei imaginando aqueles álbuns com fotos do final da década de sessenta cheios de uma inocência típica daquela época.Grande amigo Wellington ! as desculpas são necessárias mas além de tudo sei que me perdoarás.
Escrito por Ricardo Moura às 05:26:15 PM
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A festa da Prefeitura ! Participei como convidado da gerente do posto de saúde Fernandes Figueira da confraternização de final de ano dos funcionários do distrito cinco no bairro de Afogados onde conheci dezenas de pessoas que superlotaram uma área destinada a recreações bem na beira da maré, bem no começo da subida da ponte que liga o bairro à paralela da imbiribeira. Elione Ricardo Justino de França é o nome da anfitriã que por mais que demorasse observando o entusiasmo de todos com as diversas músicas que mesclavam as décadas como ondas que "iam e vinham" passando por Bee Gees e indo parar nestas modinhas que mais parecem criadas para atanazar os bons ouvidos, se bem que àquela autura nem ouvido e nem nariz existiam mais, ela deixava transparecer toda a alegria que sentia por estar alí, naquela contemplação absoluta das cores, aromas e das pessoas que dançavam, pulavam e riam de tudo, alguns já com etanol à flor da pele exalando descontrole no palavreado e pronunciar inconsistente das palávras. Gostei do convite, mesmo tendo comido pouco pois dizem que em festa de pobre se come muito, fui com toda vontade, mas a breve decepção se transformou logo em admiração por aquelas pessoas que zoavam da vida o tempo todo. Como sempre os ambientes se parecem, ainda existem festas onde a concentração de graduados fica restrita a um núcleo distante como querendo que as conversas proferidas não pudessem ser compartilhadas ou o nível da eloquência fosse conflitar com outras pobres almas que circulavam ao redor, lembou-me muito bem das usinas que trabalhei onde o filão, a massa concentrada, nunca pudesse se misturar com a ralé. Fora isso, gostei bastante por ter ido.
Escrito por Ricardo Moura às 04:35:40 PM
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